A solidão, é "sine qua non" na essência do ser humano. Cada pessoa vem ao mundo sozinha, atravessa a vida como um ser em separado e, no final, morre sozinho. Aceitar o fato, lidar com isso e aprender como direcionar nossas próprias vidas de forma bela e satisfatória é a condição humana.Fácil para alguns, aceitar esta condição e doloroso para outros. Possivelmente a frase de Platão:"Quem ama extremamente, deixa de viver em si e vive no que ama," tenha uma grande relação com o paradoxo da SOLIDÃO e o desejo inconsciente do homem em encontrar um significado dentro do isolamento e do vazio do universo.
A SOLIDÃO de Sartre e O AMOR AVASSALADOR de Platão seriam os opostos, simplesmente assim.......... são o que são: OPOSTOS. Resolvida a questão filosófica?Claro que não!
Quando somos pegos pelo calor do embate que eles travam em nossa alma, nossa mente busca o arquétipo de União lançando-nos à estranha aventura de reconciliar o irreconciliável. No caso do amor avassalador, ele passa a existir não para ou pelo outro mas como uma obssessão pelo próprio amor que vem com a ousa dia de preencher um vazio impreenchível.
Minha alternativa de desfecho é a famosa expressão budista: " O Caminho do Meio" (Madhyama Pratipad, em sânscrito) que trata dos primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio dos conflitos.É uma expressão que sugere evitar os caminhos extremos, considerando os dois lados da questão. Ela lembra os gregos, que ensinavam a temperança, a prudência, o bom senso, a moderação, a modéstia como um estado de espírito calmo e são.
Então na justa medida, o caminho do meio é a conquista da ASSERTIVIDADE: Que é o olhar para dentro de si, perdoar-se por não ser perfeito e engajar ativamente uns aos outros para sentir que pertencemos de forma solitária a um UNIVERSO COLETIVO.
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