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sábado, 10 de dezembro de 2011

Dá ou Não dá pra NADAR CONTRA A MARÉ?

 *Não existiria som se não fosse o silêncio
  Não exisitira luz se não fosse a escuridão

 (“Certas Coisas”, Lulu Santos)



*Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução
E onde queres bandido, eu sou o herói
(“O Quereres”, Caetano Veloso)


"Uma das grandes questões humanas é como existir fora dos padrões sociais e econômicos e, ao mesmo tempo, estar neles e deles depender. Quanto maior for essa contradição, maior também será a possibilidade de se perceber e se descobrir como ser humano. Tal descoberta é libertadora, quebra as ordens contingentes e produz antíteses*.

Aceitar a realidade é um processo que se caracteriza pela integração do limite. É o que ocorre quando vivenciamos o presente, quando, sem medo nem esperança, nos relacionamos com a realidade.
Exemplo disso é a percepção de que o patrão que explora é o mesmo que alimenta, de que aquele que oprime também apoia. A vivência dessa contradição cria sentimentos de revolta, medo, culpa, angustia e resistência, ao mesmo tempo que enseja luta, oportunismo e despersonalização, quebrando a individualidade e impedindo a mudança. A transformação surge apenas quando se percebe, por exemplo, que apoio e opressão são dois aspectos do mesmo processo.  A liberdade e a consequente quebra das barganhas abrem novos caminhos. "
Adaptação de Vera Felicidade do livro: Terra e Ouro são Iguais Percepção em Psicoterapia Gestaltista

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